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Cirurgia de Fígado

HISTÓRICO

A história da cirurgia do fígado e hipertensão portal da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo se confunde com a história brasileira. Teve início em 1904, quando Arnaldo Vieira de Carvalho, na Enfermaria denominada 1º cirurgia de mulheres, realizou a primeira esplenectomia em São Paulo. A partir de então, numerosas foram as contribuições de médicos da Santa Casa.

Em 1947, João de Oliveira Mattos publica sua experiência com as esplenectomias.

Ainda nos anos 40, Sebastião Hermetto Junior preconiza a utilização da Técnica de Talma Drummond para o tratamento da ascite antecedendo a esplenectomia em hepatopatas.

Na década de 50, Álvaro Dino de Almeida realizou estudos sobre anastomoses esplenorenais e concluiu que as anastomoses venosas centrais (porto-cava, esplenorenais e mesentérico cava), pela sua morbidade, deveriam ser abandonadas e propõe a esplenectomia e ligadura da veia gástrica esquerda como tratamento da hemorragia digestiva alta por varizes esofagianas.

Em 1960, Ulisses Lemos Torres lança as bases da cirurgia de esplenectomia e desconexão ázigo portal no tratamento das varizes esofagianas sangrantes na Revista Arquivos Médicos da Santa Casa e logo a seguir, juntamente com o cirurgião Mário Degni, publicou em vários idiomas sua experiência com a nova cirurgia, esta que com algumas modificações (sem gastrostomia e simpatectomia) e com a padronização realizada pelo Armando de Capua Junior posteriormente, é por nós utilizada como de eleição no tratamento da complicação hemorrágica da esquistossomose mansônica.

O Departamento de Cirurgia foi constituído em 1964, sendo criada a área de Fígado e Hipertensão Portal em 1984, inicialmente denominada Hipertensão Portal e Tórax e posteriormente Fígado e Hipertensão Portal com a criação do Grupo de Cirurgia Torácica e o desmembramento dos dois grupos.

O Grupo de Fígado e Hipertensão Portal foi coordenado de 1984 até 2006 pelo Prof. Dr. Armando de Capua Junior, e após sua morte prematura, pelo Prof. Dr Luiz Arnaldo Szutan.

QUEM SOMOS

O Grupo de Fígado e Hipertensão Portal foi constituído em 1984, quando o Departamento de Cirurgia foi reformulado, desde então o grupo tem se dedicado ao tratamento, ensino e pesquisa de pacientes portadores de doenças do fígado e do baço.

O Grupo tem grande experiência no tratamento cirúrgico dos pacientes com tumores hepáticos primários, metástases hepáticas, hipertensão portal e doenças cirúrgicas do baço.

Participa dos programas de graduação em medicina e residência médica de cirurgia geral, cirurgia geral avançada e cirurgia do aparelho digestivo da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Na pesquisa possui três professores, sendo dois na pós-graduação com duas linhas de pesquisa e inúmeras participações em congressos, prêmios e publicações científicas.

DOENÇAS

O Grupo de Fígado e hipertensão se dedica ao estudo e tratamento das doenças do fígado e baço, das quais as mais frequentes são:

+Adenoma hepático

É uma lesão benigna que pode acometer o fígado normalmente em um formato arredondado (nodular) tendo seu tamanho expresso em centímetros.

O acometimento ocorre principalmente em mulheres jovens e tem correlação com o uso de anticoncepcionais. Normalmente pode ser observados com acompanhamento de imagem periódico salvo nos maiores (acima de 4 cms) que devido ao risco de ruptura e consequente sangramento ou transformação maligna o médico especializado pode avaliar indicação de cirurgia.

+Cisto hepático

É uma pequena bolsa de liquido dentro do fígado, normalmente benigna, e que não exige tratamento especifico na maioria dos casos.

Entretanto, em casos em que o cisto é gigante, gera sintomas ou é complexo pode ser necessário tratamento especifico, e por isso devem ter avaliação médica para definir qual será conduta de acompanhamento ou tratamento.

+Carcinoma Hepatocelular
Conhecido como carcinoma hepatocelular ou hepatocarcinoma. É o tumor maligno originário do fígado mais comum, tem relação com: cirrose, hepatite B e C, esteato hepatite, e outras doenças do fígado. Pacientes com esses antecedentes devem ter acompanhamento regular para realizar diagnostico precoce e permitir tratamento curativo.

As opções terapêuticas são inúmeras e por isso devem ser avaliadas por um médico especialista. Se você tem um desses fatores de risco e não faz acompanhamento regular procure um médico. 

+Colangiocarcinoma
É o segundo tumor originário do fígado mais comum, é maligno. Nos últimos anos foi notado uma relação com a hepatite B e C. Normalmente é um achado incidental mas que necessita sempre de uma avaliação médica especializada.
+Doenças do baço
O baço é um importante órgão do nosso corpo, participando da produção e renovação de células sanguíneas e do sistema imunológico, dentre outras funções. Várias doenças podem se originar ou acometer o baço incluindo infecções, anemias e cânceres.

Um baço aumentado (esplenomegalia) não é uma doença por si só, mas o resultado de um distúrbio subjacente. Muitos distúrbios podem fazer com que o baço cresça. Para determinar a causa, uma avaliação médica pormenorizada deve ser feita e complementada com exames de imagem e de sangue.

Algumas doenças do baço requerem a remoção do mesmo. Na maioria das vezes essa cirurgia pode ser feita de forma minimamente invasiva por laparoscopia.

+ Esquistossomose

é uma infecção causada por vermes chatos (trematódeos) chamados esquistossomos. As pessoas adquirem a infecção ao nadar ou tomar banho em água doce que esteja contaminada com os vermes de sangue. Eles penetram a pele e migram pela corrente sanguínea até o fígado, onde amadurecem em trematódeos adultos. Os adultos se deslocam até sua moradia final em pequenas veias na bexiga ou no intestino (dependendo da espécie), onde podem permanecer por anos.

No intestino, eles põem ovos que vão através da corrente sanguínea até o fígado. A inflamação resultante no fígado pode causar cicatrizes e aumento da pressão nas veias que levam o sangue do trato intestinal ao fígado (vasos portais). O aumento da pressão na veia porta ou hipertensão portal  pode causar diversas repercussões (leia o tópico Hipertensão Portal).

Quando os esquistossomas penetram na pele, podem surgir pequenas lesões e coceira no local. Cerca de duas a quatro semanas depois (quando os trematódeos adultos começam a colocar ovos), algumas pessoas desenvolvem febre, calafrios, tosse, dores musculares, cansaço, vago desconforto (mal-estar), enjoo e dor abdominal. Se a infecção persistir por longo tempo, o organismo terá uma resposta inflamatória aos ovos que causará outros sintomas e cicatrização a depender dos órgãos afetados, por exemplo, no fígado levando a sintomas de hipertensão portal.

O tratamento é feito com medicamento antiparasitário. As alterações crônicas, quando instaladas, já não respondem a essa medicação, devendo ser tratadas de acordo com a repercussão.

+Hemangioma
É o tumor hepático benigno mais comum, formado por vasos sanguíneos  entrelaçados. Usualmente não apresenta  sintomas, mas dependendo do tamanho pode comprimir outro  órgão e gerar sintomas. A comprovação  diagnóstica se faz por exames de imagem Utrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Geralmente, não é necessário nenhum tratamento, apenas observação clínica com exame de controle.

Quando o tamanho é significativo (>10cm) é chamado de hemangioma gigante e nessas situações a opinião de um médico especialista se impõe.

+Hiperplasia nodular focal
É um tumor benigno, que necessita apenas de acompanhamento, entretanto, e fundamental fazer o diagnostico diferencial com outras doenças como o adenoma que podem ter tratamentos específicos. O diagnóstico é feito por exames de imagem (Tomografia e ressonância) e devem ser acompanhados, o tratamento cirúrgico é excepcional. 
+ Hipertensão portal
É definida como um aumento anormal da pressão sanguínea na veia porta (a veia de grande calibre que transporta o sangue do intestino ao fígado) e suas ramificações. A cirrose é a principal causa de hipertensão portal devido ao aumento da resistência ao fluxo sanguíneo provocado pela cicatrização extensa do fígado. A cirrose por sua vez, tem como principais causas a infecção crônica pelo vírus da hepatite C e a ingesta crônica de álcool.

A hipertensão portal leva ao desenvolvimento de novas veias que desviam o sangue do fígado. Devido a esse desvio, as substâncias (como toxinas) que, em condições normais são removidas do sangue pelo fígado, entram na circulação sanguínea geral de forma direta. Os vasos colaterais surgem em locais específicos. Os mais importantes estão localizados na extremidade inferior do esôfago e na parte superior do estômago. Lá, os vasos se dilatam e se transformam em veias varicosas no esôfago (varizes esofágicas) ou no estômago (varizes gástricas). Essas veias dilatadas são frágeis e propensas ao sangramento, que às vezes pode ser fatal. Outros vasos colaterais podem desenvolver-se em volta da parede abdominal e do reto.

A hipertensão portal frequentemente faz com que o baço aumente de tamanho. Quando o baço aumenta, o número de glóbulos brancos diminui (aumentando o risco de infecções) e o número de plaquetas pode diminuir (aumentando o risco de sangramento).

A pressão aumentada nos vasos sanguíneos portais pode fazer com que o líquido com proteínas vaze da superfície do fígado e do intestino e se acumule dentro do abdômen. Esse quadro clínico é denominado ascite.

O tratamento é complexo e depende do grau de hipertensão portal, portanto deve ser individualizado. Basicamente são tomadas medidas para evitar ou remediar sangramentos com medicamentos para desacelerar o fluxo sanguíneo, transfusões de sangue e endoscopias para controle das varizes. Alguns casos selecionados podem necessitar de uma cirurgia ou procedimento minimamente invasivo para redirecionar o fluxo sanguíneo (derivação portossistêmica, TIPS). Algumas vezes o transplante de fígado é indicado.

+Metástase hepática do carcinoma colorretal
Ocorre quando o câncer de intestino se espalha para o fígado. Mesmo que o câncer de intestino seja removido, a metástase hepática pode ocorrer anos mais tarde.

O fígado é o local mais comum de metástase nesse câncer. É geralmente assintomático por isso se impõe àqueles que tiveram um tumor de intestino, fazer exames periódicos( laboratorial e imagem).

Dependendo do tamanho e localização da lesão hepática, o tratamento pode ser cirúrgico (ressecção hepática) ou quimioterapia.

+Metástase hepática neuroendócrina
É o tumor que se desenvolve a partir de células do sistema endócrino. Essas células estão em várias partes do corpo principalmente no intestino delgado, grosso, ovário, pâncreas e pulmão. Essas células produzem alguns hormônios e quando  aparecem em quantidade excessiva, geram sintomas associados a esses hormônios.

Um dos sintomas mais característico, não necessariamente presente em todos, é a síndrome carcinoíde (diarreia, rubor facial, palpitações, falta de ar e tosse).

Esses tumores podem se espalhar para o fígado, gerando as metástases de tumor  neuroendócrinas.

O tratamento, desde que retirado o tumor primitivo, pode ser medicamentoso, ressecção hepática e, as vezes, transplante hepático, sempre orientado por oncologista clínico e cirurgião.

+Metástase hepática não colorretal não neuroendócrina
Essa situação pode ocorrer quando ha disseminação hepática de todos os órgãos fora os que foram anteriormente descritos.

Nesses tumores, excepcionalmente, o fígado é acometido  unicamente quando da sua disseminação. Dessa forma, os resultados de tratamento cirúrgico do fígado nesses casos não estão totalmente definidos.

A melhora dos resultados das cirurgias hepáticas tem propiciado ( quando o fígado é a acometido exclusivamente) a realização de cirurgias.

+Nódulo hepático
É uma lesão circunferencial que pode aparecer em exames de imagem do fígado (ultrassom, tomografia ou ressonância) nem sempre é possível ao imageologista definir o diagnóstico preciso (veja características de principais doenças abaixo).

De qualquer forma frente ao achado de nódulo o médico especializado saberá orientar exames complementares para caracterizar a doença e assim definir a melhor conduta.

+Síndrome de Budd-chiari
Geralmente ocorre quando um coágulo estenosa ou obstrui as veias hepáticas, que transportam o sangue para fora do fígado.

Como o fluxo sanguíneo para fora do fígado está impedido, o sangue se acumula no órgão, fazendo com que ele aumente de tamanho. O baço também pode aumentar devido ao ambiente de pressão aumentada, denominada hipertensão portal. Diversas outras manifestações de hipertensão portal podem ocorrer como veias dilatadas e retorcidas (varicosas) no esôfago, acúmulo de líquido no abdômen (denominado ascite), entre outras. Por fim, ocorre a cicatrização grave do fígado e falência do mesmo conhecido como Cirrose.

O tratamento depende da rapidez com que o distúrbio evolui e da gravidade dele. Dentre as opções estão às medicações que dissolvem coágulos (trombolíticos), anticoagulantes, procedimentos minimamente invasivos de desvio do fluxo sanguíneo (TIPS) e até mesmo transplante de fígado. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um especialista.

PROCEDIMENTOS

O tratamento varia de acordo com a doença e a condição clínica do doente, podendo ser cirúrgico por laparoscopia ou cirurgia aberta, acompanhamento clínico, tratamento endoscópico e tratamento endovascular.

Hepatectomia é uma cirurgia realizada no fígado onde uma parte do órgão pode ser retirada; o fígado se divide em 8 segmentos (figura

1) e o cirurgião habilitado em função da doença e sua localização pode indicar a retirada de uma parte do órgão acometido.

Podem ser retirados desde nódulo periférico até 5 segmentos desde que com indicação precisa e equipe experiente.

Procedimentos por vídeo cirurgia têm sido cada vez mais indicados em hepatectomia.

Biópsia em situações em que os exames laboratoriais e imagem não permitem definir o diagnóstico a biópsia pode ser realizada através da introdução de uma agulha especifica guiada por imagem, pela parede do abdômen ou por laparoscopia.

Punção percutânea em algumas doenças hepáticas  a introdução de agulhas guiadas por exame de imagem permitem ao médico especializado fazer procedimentos terapêuticos de forma menos invasiva (drenagem de abscessos, tratamento de nódulos por alcoolização dos mesmos ou através de agulha de radiofrequência).

Endovascular é um procedimento realizado através do sistema arterial ou venoso e em algumas doenças do fígado tem havido indicações destes procedimentos podem ser:

1.Quimioembolização: em alguns tumores (o principal é o hepatocarcinoma) eventualmente este tratamento que oclui a irrigação arterial e infiltra agente quimioterápico pode estar indicada.

2.Radioembolização é um tratamento em fase de desenvolvimento para algumas situações de tumores avançados a aplicação através do sistema arterial de agulhas para radiação, suas indicações ainda não estão totalmente padronizadas.

3.Embolização portal é uma oclusão de ramo (s) da veia porta, indicado como estratégia cirúrgica para ampliar a perspectiva das ressecções.

4.TIPS é um tratamento endovascular para hipertensão porta sem resposta ao tratamento clínico ou endoscópico, permite a realização de comunicação entre o sistema venoso porta e o sistema cava no interno do fígado. Principais indicações  são os cirróticos com hemorragia ou ascite refratária.

Cirurgia da Hipertensão Portal  são procedimentos indicados naquelas doenças do fígado que há aumento da pressão do sistema venoso portal, cuja principal consequência são sangramentos da região do esôfago distal e estomago.

Inúmeros procedimentos foram descritos neste tratamento, mas os mais realizados são:

1.Desconexão ázigo portal, indicado principalmente em esquistossomoticos, consiste na retirada do baço e ligadura das veias da parte alta do estomago e do esôfago abdominal.

2.Derivação esplenorrenal distal (Cirurgia de Warren) nesta cirurgia conecta-se a veia esplênica (tributaria do sistema porta) na veia renal (tributaria do sistema cava) com a finalidade de reduzir a pressão no sistema portal.

Transplante hepático  A  possibilidade de realizar o transplante do fígado melhorou de maneira sensível o prognostico de pacientes portadores de inúmeras doenças hepáticas em estádio avançado, pode ser realizado através de fígado de doador cadáver ou em algumas situações  com doador vivo.

A experiência brasileira é significativa e inúmeras equipes cirúrgicas entre nós realiza este procedimento com alta taxa de sucesso e resultados comparáveis aos melhores centros do mundo.

CORPO CLÍNICO

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Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan

Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan

Prof. Adjunto Doutor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Chefe do Grupo de Fígado e Hipertensão Portal do Departamento de Cirurgia da Irmandade da Santa Casa de misericórdia de São Paulo

Especialista em cirurgia geral

Consultório: HEPAR – Centro Integrado de Fígado
Rua Mato Grosso, 306 Conj.1311 – Higienópolis, São Paulo – SP, 01239-040

Tel.: (11) 2114-6262

Hospital Beneficência Portuguesa

Rua Martiniano de Carvalho, 965 – Bela Vista – São Paulo – SP, 01321-001

Te.: (11) 3505-6531/3505-6532


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Prof. Dr. Fabio Gonçalves Ferreira

Prof. Dr. Fabio Gonçalves Ferreira

Prof. Adjunto Doutor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Médico Assistente do Grupo de Fígado e Hipertensão Portal do Departamento de Cirurgia da Irmandade da Santa Casa de misericórdia de São Paulo

Especialista em cirurgia geral e do aparelho digestivo

Consultório: Centro Médico Hospital Santa Isabel

Rua Dona Veridiana, 311 – Higienópolis, São Paulo – SP, 01221-020

(11) 2821-5222/2176-7700(ramal 1938)


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Prof. Mauricio Alves Ribeiro

Prof. Mauricio Alves Ribeiro

Prof. Instrutor Mestre da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Médico Assistente do Grupo de Fígado e Hipertensão Portal e do Serviço de Emergência do Departamento de Cirurgia da Irmandade da Santa Casa de misericórdia de São Paulo

Especialista em cirurgia geral e do Aparelho Digestivo

Consultório: HEPAR – Centro Integrado de Fígado
Rua Mato Grosso, 306 Conj.1311 – Higienópolis, São Paulo – SP, 01239-040

Tel.: (11) 2114-6262

Hospital Beneficência Portuguesa

Rua Martiniano de Carvalho, 965 – Bela Vista – São Paulo – SP, 01321-001

Te.: (11) 3505-6531/3505-6532


ATIVIDADES DE ENSINO

GRADUAÇÃO

O Grupo participa das atividades de ensino na faculdade com Aulas na Propedêutica clinica II (2º Ano), Sistema Digestório (4º Ano) e Cirurgia de Urgência (4º) do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Além disso, realiza atividades acadêmicas semanais com os alunos do 5º ano (Internos) com visitas  e reuniões acadêmicas.

RESIDÊNCIA MÉDICA

O Grupo participa do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do Departamento de Cirurgia com dois meses de atividades no 1º e 2º ano (ambulatório, cirurgias, visitas médicas e reuniões cientificas).

No Programa de Cirurgia Digestiva (R3 e R4) participa em três meses de cada ano na formação destes cirurgiões igualmente com atividades no acompanhamento do pacientes cirúrgicos do fígado.

As terças feiras das 10 as 12hs o Grupo se reúne para discussão e conduta de casos complexos da Cirurgia Hepática.

Mensalmente (1º terça feira do mês) esta reunião é realizada na Sede do CREMESP conjuntamente com os Grupos de Cirurgia Hepática da USP e UNIFESP sendo esta reunião transmitida por vídeo conferencia para vários hospitais do Estado de São Paulo.

PÓS-GRADUAÇÃO SENSU STRICTU

Na pós Graduação Sensu strictu participa do Programa de Pesquisa em Cirurgia com dois professores:

Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan
Anormalidades da Proliferação e Morte celular.
Aspectos Moleculares das Neoplasias Hepáticas.

Prof. Dr. Fabio Gonçalves Ferreira
Reparação Tecidual
Consequências das disfunções hepato bilio pancreáticas.

PRODUÇÃO CIENTÍFICA

PUBLICAÇÕES

– Association of nonalcoholic fatty liver disease and liver cancer – World Journal of Gastroenterology, 2015: 21(3): 913-918

-Carcinoma hepatocelular não invasivo e quimioembolização: relato de caso e revisão da literature – Arquivos Médicos dos Hospitais e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, 2015: 4(1): 60-91

-Hepatocellular Carcinoma Developing Up from Hepatocellular Adenoma. Wulfenia, 2015: 20(3): 1-9

-Model for End-Stage Liver Disease, Model for Liver Transplantation Survival and Donor Risk Index as predictive models of survival after liver transplantation in 1,006 patients. Clinics, 2015: 70(6): 413-418

-Abcesso hepático por Klebsiella pneumoniae e suas complicações sistêmicas. GED. Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva, 2014: 33(1): 23-26

-Acoustic radiation force impulse elastography and serum fibrosis markers in chronic hepatitis C – Scandinavian Journal of Gastroenterology, 2014: 49(8): 986-99

-Hypervascular Lesion in a Cirrhotic Liver: A Case Report – Gastroenterology Research, 2014: 7 (6): 146-148

-Linfangioma perianal: relato de caso – GED. Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva, 2014: 33 (1): 21-22

-Consequences of the Implementation of the Model for End-stage Liver Disease System for Liver Allocation in Brazil – Transplantation Proceedings, 2013:  45(6): 2111-2114

-Manejo atual das metástases hepáticas de câncer colorretal: recomendações do Clube do Fígado de São Paulo – Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 2013: 40(3): 251-260.

-Mudanças no Curriculo Médico – Diagnóstico & Tratamento, 2013: 18(1): 56-57.

-Reliability in endoscopic diagnosis of portal hypertensive gastropathy – World  Journal of Gastrointestinal Endoscopy, 2013: 5(7): 323-331

-Which is Your Diagnosis – Radiologia Brasileira, 2013: 46(1): 15-16

APRESENTAÇÃO EM CONGRESSOS

2017 – Infeccção parasitária rara mimetizando metástase hepática – Relato de Caso

– Metástase na vesícula biliar de carcinoma renal de células claras

– Meso hepatectomia com hidrodissecção

– Análise do uso de sorafenibe no carcinoma hepatocelular – Experiência 7 anos

– Estudo da gastropatia hipertensiva portal por meio da ultrassonografia endoscópica com contraste

– A eficiência da elastometria hepática e esplênica pelo método ARFI (acoustic radiation force impulse) em predizer varizes esofágicas nos doentes com hepatopatia crônica.

– Ressecção hepática nas metástases não-colorretais e não-neuroendócrinas: avaliação prognóstica

TESES DEFENDIDAS
O Grupo tem participação ativa na pós-graduação a mais de 20 anos. Abaixo relação das teses orientadas por membros do Grupo de Fígado e Hipertensão Portal nos últimos 5 anos:

2017 – Hepatectomia parcial nas metástases de carcinoma colorretal: análise das complicações pós-operatórias e mortalidade

Aluno: Phillipe Geraldo Teixeira de Abreu Reis

Mestrado

2015 – Estudo da gastropatia hipertensiva portal por meio da ultrassonografia endoscópica com contraste

Aluno: George Fred Soares de Macêdo

Orientador: Prof. Dr. Fabio Gonçalves Ferreira
Doutorado

– Valor prognóstico das escalas de regressão tumoral pós quimioradioterapia neoadjuvante para câncer de reto distal avançado

Aluna: Caroline Merci Caliari de Neves Gomes

Orientador: Prof. Dr. Fabio Gonçalves Ferreira
Mestrado

2013 – Análise dos resultados da anastomose biliar colédoco-colédoco término-terminal espatulada sem drenagem em transplante de fígado

Aluno: Fábio Colagrossi Paes Barbosa
Orientador: Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan
Doutorado

– Associação de doença hepática gordurosa não alcóolica (DHGNA) com neoplasias malignas do fígado

Aluno: Perla Oliveira Schulz
Orientador: Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan
Mestrado

– Elastometria por método ARFI na hepatite C crônica

Aluno: Roberto Gomes da Silva
Orientador: Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan
Mestrado

– Estudo das erosões elevadas do antro gástrico em doentes com e sem hipertensão portal

Aluna: Fernanda Cordeiro de Azevedo Conejo
Orientador: Prof. Dr. Fabio Gonçalves Ferreira
Mestrado

TESES EM ANDAMENTO

 – Avaliação não invasiva de fibrose na doença hepática gordurosa não alcoólica em pacientes com obesidade mórbida

Aluno: Roberto Gomes da Silva Junior

Orientador: Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan

Doutorado

– Análise do uso de sorafenibe em um hospital universitário – Experiência 7 anos

Aluna: Caroline Petersen da Costa Ferreira

Orientador: Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan

Mestrado

– Análise da sobrevida dos pacientes submetidos a hepatocarcinoma por metástase hepática não colorretal e não neuroendócrina

Aluno: Mauricio Alves Ribeiro

Orientador: Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan

Doutorado

– Prevalência de alterações de marcadores enzimáticos hepáticos em população sadia em cárcere privado

Renata Lívia Silva Fonseca Moreira de Medeiros

Orientador: Prof. Dr. Luiz Arnaldo Szutan

Doutorado

TRABALHOS EM EXECUÇÃO

– Hepatocarcinoma  – resultados tratamento cirúrgico

Bruno Fu Lon Chen

Orientador: Dr Mauricio A. Ribeiro

– Adenoma hepático

Jamile Benetton

Orientador: Dr Luiz A. Szutan

– Realidade aumentada – planejamento cirúrgico na cirurgia hepática complexa

Victor Mesquita

Orientador: Dr Luiz A. Szutan

– Biópsia líquida em HCC avançado

Mariana Fernandes e Victor Campos

Orientador: Dr Luiz A. Szutan e Dr Mauricio A. Ribeiro

– Metástases hepáticas não colorretais não neuroendócrinas

Gabriel Silva

Orientador: Dr Mauricio A. Ribeiro

LINHA DE PESQUISA

Anormalidades da Proliferação e Morte celular

Aspectos Moleculares das Neoplasias Hepáticas

Consequências das disfunções hepato bilio pancreáticas

Hepatologia

Reparação Tecidual

CURSOS

O grupo de fígado promove cursos sempre com enfoque teórico prático:

2018 – Cursos programados:

Curso Onco Hepatis – Hepatocarcinoma Terapêutica Atual (Sessões Interativas)

Data: 29/09/18

2017 – Curso Incorporação Tecnológica na Cirurgia Hepática – Disciplina de Cirurgia do Fígado (durante a V Jornada do Departamento de Cirurgia da Santa Casa de São Paulo – A cirurgia e as novas Tecnologias)

– Curso Onco Hepatis – Hepatocarcinoma Terapêutica Atual (Sessões Interativas)

2015 – Curso “Hands On” de hemostáticos em cirurgia hepática (durante a IV Jornada do Departamento de cirurgia da Santa Casa de São Paulo – A Prática em foco)

2012 – Curso Teórico pratico de “Ultrassonografia hepática intra-operatória”.

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CONTATO

Responsável: Grupo de Fígado
Tel.: (11) 2176-7000 / Ramal 7270
E-mail: cefigado@santacasasp.org.br