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Tratamento cirúrgico através da Estimulação Cerebral

setembro 28, 2017

Para ampliar a conscientização sobre a doença de Parkinson e incentivar a pesquisa e a inovação em sua abordagem. Embora ainda não tenha cura, a doença já venceu muitas barreiras desde seu primeiro relato em 1817 por James Parkinson. Hoje uma série de tratamentos fisioterapêuticos e medicamentosos que conseguem retardar o avanço da doença e prolongar a qualidade de vida do paciente estão à disposição.

Por se tratar de uma doença progressiva, os remédios têm sua eficácia diminuída após alguns anos e o paciente volta a vivenciar sintomas como tremor, rigidez muscular, perda de coordenação motora, e vê a sua saúde se deteriorar rapidamente. Quando o paciente atinge esse estágio, há mais uma possibilidade de tratamento que ainda é pouco difundida no Brasil, mas que pode devolver a autonomia: a terapia de Estimulação Cerebral Profunda, ou “DBS”, da sigla em inglês.

A terapia usa um neuroestimulador, um dispositivo semelhante a um marca-passo, implantado no corpo para fornecer estimulação elétrica a regiões precisamente planejadas dentro do cérebro. A estimulação dessas regiões permite regular áreas e circuitos responsáveis pelo controle do movimento, além de melhorar outras complicações motoras da doença, como o tremor, a rigidez, a lentidão, e não motoras, como distúrbios do sono e dores por cãibras musculares.

“A cirurgia para o implante de Eletrodos Cerebrais Profundos no Tratamento da doença de Parkinson é um tratamento realizado há anos. Os conceitos adotados, são aprimoramentos de técnicas antigas, baseadas em lesões cerebrais profundas, sendo que, atualmente temos tecnologias que permitem inibir estes centros e bloqueá-los, tornando o procedimento “reversível””, explica o neurocirurgião Dr. Eduardo Urbano, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. “A terapia oferece uma melhor qualidade de vida ao paciente, devolvendo a autonomia para a realização de atividades do dia a dia”, ressalta o neurocirurgião Dr. Nilton Lara.

O Ministério da Saúde estima que a prevalência do Parkinson no Brasil seja de 100 a 200 casos para cada 100 mil habitantes. Trata-se de uma condição crônica, sem causa conhecida, progressiva e degenerativa do sistema neurológico, que afeta os movimentos e a coordenação dos portadores. Conforme avança, incapacita o indivíduo, fazendo com que atividades simples do dia a dia, como tomar banho e se vestir, se tornem impossíveis.